quinta-feira, 30 de julho de 2015

• OBSTETRÍCIA • O que é a episiotomia e a episiorrafia?



A episiotomia é uma intervenção obstétrica que consiste no corte do períneo posterior para facilitar o nascimento. Os seu objetivos são a prevenção das lacerações perineais extensas e complicadas, da incontinência urinária e fecal e do prolapso de órgãos pélvicos.

Hoje em dia os diversos estudos publicados sugerem que este procedimento não deve ser feito rotineiramente, mas sim de forma criteriosa, em função das características de cada parto. A realização da episiotomia e subsequente sutura (episiorrafia) requerem adequada anestesia local ou analgesia epidural. A incisão é feita com uma tesoura e o médico ou o enfermeiro utilizam os dedos da mão contrária como guia do corte e proteção do feto.

Salvo raras excepções, é executada quando a cabeça ou a pelve do bebé começam a distender o períneo, o que minimiza a perda sanguínea. O ponto de partida do corte é a fúrcula (ponto posterior da vulva) e, a partir daqui, a orientação do corte pode ser vertical em direção ao ânus (episiotomia mediana) ou diagonal a 45 graus para a direita ou para a esquerda (episiotomia médio-lateral).

A primeira técnica é mais fácil de suturar, acarreta menor dor pós-parto, menor hemorragia e melhores resultados anatômico e cosmético, contudo, está muito associada a lacerações do ânus e do reto. A segunda técnica é a mais utilizada para evitar as referidas complicações da primeira.

A episiorrafia é feita com fios de sutura absorvível, frequentemente requer anestésico local adicional e, independentemente das técnicas utilizadas, implica a correção do corte em três planos:

- desde o vértice da vagina até ao anel himeneal;
- fibras musculares;
- desde o anel himeneal até ao vértice cutâneo mais distal.

Neste último plano pode também ser empregue cola biológica. As complicações da episiotomia/episiorrafia são: dor pós-parto; dor nas relações sexuais; hemorragia significativa; hematoma do períneo e ulterior necessidade de drenagem; infecção; deiscência (abertura dos pontos) e eventual desbridamento e ressutura; fístulas; problemas cosméticos/funcionais como a fibrose dos tecidos e a assimetria da vulva.

• VÍDEO • Parto normal.



quarta-feira, 24 de junho de 2015

• VÍDEO • Parto empelicado (quando a bolsa não se rompe).



O parto empelicado acontece quando a bolsa amniótica, que protege o bebê durante a gravidez, não se rompe antes nem durante o trabalho de parto, tendo que ser rompida pelo obstetra ou parteira que estiver assistindo ao parto.
O bebê não corre perigo algum enquanto está no saco amniótico, por que ainda está recebendo oxigênio do cordão umbilical, e não vai tomar seu primeiro fôlego enquanto não for exposto ao ar pela primeira vez.
Existem muitas lendas cercando a placenta. A mais comum diz que a criança que nasce com a placenta sobre a cabeça (a “coifa”), se guardar a mesma, não morrerá afogado. Outro mito que cerca o parto empelicado é que o bebê que nasce assim terá a sorte na vida garantida.
Se vai mesmo ter sorte, não dá para saber. Mas o fato de ter nascido com a placenta íntegra deve proteger o bebê de contaminação durante o parto. E com a estimativa de que apenas 1 em cada 80.000 partos é “empelicado”, não dá para dizer que o bebê não é sortudo.

quarta-feira, 18 de março de 2015

• SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA • Exemplo de histórico e evolução de Enfermagem.



HISTÓRICO DE ENFERMAGEM


EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM
10/10/12, 20:20h, paciente do sexo masculino, 90 anos, encontrado no leito em DLE dormindo, em companhia de sua esposa no seu 19º. dia de internação hospitalar com diagnóstico de insuficiência renal crônica, em uso de cateter peritoneal em região abdominal QSE com antecedentes de problemas cardiovasculares (SIC) e familiares de AVC, em uso de haldol 5 gotas 8/8 horas, tienan 250 mg 12 / 12 horas, losartan 100mg 1x ao dia, cavedilol 3,125 mg 12/12horas, condições higiências satisfatórias, pele com turgor e elasticidades mantidas, extremidades aquecidas e oxigenadas, rede venosa visível e palpável, ao exame físico, crânio normocefálico, couro cabeludo íntegro e sem sujidades, face com palidez cutânea, olhos simétricos, pálpebras se fecham completamente, ausências de lesões, descamação ou inflamação, mucosas normocoradas, pupilas isocóricas, escleróticas anictéricas, orelhas posicionadas verticalmente e alinhadas com os olhos, mesma cor da pele facial, orelhas posicionadas à face, formato semelhante de cada lado ausência de secreção nódulos ou lesões, acuidade auditiva preservada, narinas desobstruídas sem desvios lesões ou pólipos no septo, mucosa oral lisa, seca e rosada sem lesões ou inflamação, carótidas palpáveis sem presença de nódulos, mamas simétricas, axilas simétricas, sem qualquer lesão visível, palpação das axilas livre de nódulos palpáveis, frequência cardíaca arrítmica, MMSS e MMII, pele integra, força motora preservada, simétricos, extremidades aquecidas e oxigenadas, rede venosa palpável; eliminações fisiológicas presentes (SIC); SSVV, PA: 140 x 80 mmHg, Pulso: 90 bat./mnin, T: 37°C, FC 110 btm/m, FR: 21 mov./min.

sexta-feira, 6 de março de 2015

• SEMIOTÉCNICA • Calçando luvas estéreis (PASSO A PASSO).

O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

As luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo.

Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais estéreis ou em lesões, usa-se as luvas esterilizadas.

Podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Após realizar a lavagem correta das mãos, abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.


Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas.

Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, conforme a figura abaixo.


As luvas estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.

Agora, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão não dominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente).

Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.


Agora, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).


Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.


Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão esquerda (não dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor. Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.


Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda (não dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão esquerda ou em locais não-estéreis.


Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.


Agora, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.




• VÍDEO • Como calçar luvas estéreis.

VEJA ESTE VÍDEO APENAS COMO COMPLEMENTO DO RESUMO JÁ POSTADO NO BLOG. SE AINDA NÃO LEU O PASSO A PASSO DE COMO CALÇAR AS LUVAS, LEIA AQUI!



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

• NOTÍCIA • Vacina criada por brasileiros é um sucesso contra doença de Chagas.


A doença de Chagas está perto de ter uma cura terapêutica. Pesquisadores brasileiros criaram uma vacina capaz de neutralizar o parasita causador da doença (Trypanosoma Cruzi). Os testes com camundongos obtiveram resultados favoráveis: o tratamento aumentou em 80% a taxa de sobrevivência e diminuiu a arritmia cardíaca dos animais.

Há 20 anos, cientistas vêm desenvolvendo a vacina com o financiamento de diversas universidades brasileiras, sob a supervisão do professor Maurício Rodrigues, da Unifesp. “Mais de 10 milhões de indivíduos na América Latina convivem com a Doença de Chagas já na fase crônica e o tratamento convencional muitas vezes não funciona. A vacinação terapêutica levaria à redução dos sintomas, queda da mortalidade e melhora da qualidade de vida dos doentes”, explica Rodrigues ao Planeta Universitário.

A vacina, testada em camundongos infectados com o parasita, foi capaz de reduzir em cinco vezes a carga parasitária. Foram divididos dois grupos de animais, o primeiro composto por indivíduos infectados imunizados e o segundo com animais infectados sem a vacina. Todos animais do segundo grupo morreram, enquanto apenas 20% do primeiro não sobreviveram.

A doença é transmitida por meio do barbeiro (Triatoma Brasilienses). Em casos crônicos pode causar insuficiência cardíaca por conta do alargamento dos ventrículos do coração, além da dilatação do esôfago e do cólon. Até hoje os tratamentos convencionais só conseguiram retardar os sintomas, mas não atingiram a cura total.

O mecanismo da vacina promove a indução de linfócitos que acompanham e neutralizam o parasita por toda sua vida. “Usamos vírus recombinantes com proteínas importantes para induzir a imunidade contra o parasita”, explica Rodrigues. “Uma vez injetados no organismo, os vírus não são capazes de se reproduzir, mas entram nas células e produzem as proteínas dentro delas”.

Apesar da doença estar quase extinta no Brasil - apresentando apenas casos isolados -, em países como Bolívia, Peru e Venezuela o mal é bastante recorrente. Apesar de ter apresentado bons resultados em camundongos, o teste ainda não foi feito com humanos.

Fonte: Revista Galileu