domingo, 10 de janeiro de 2016

• PROCEDIMENTO • Aspiração das vias aéreas.



  • Qual o objetivo da aspiração das vias aéreas?

Manter as vias aéreas desobstruídas e melhorar a troca gasosa.

  • Quais as indicações e contra-indicações da aspiração das vias aéreas?

Está indicada na presença de ruídos adventícios à ausculta; suspeita de broncoaspiração gástrica ou de via aérea superior; sons ou movimentos audíveis de secreções; aumento do pico de pressão na ventilação mecânica, da saturação arterial de oxigênio (SaO2) ou nos níveis da saturação arterial.
E deve ser utilizada com precaução em casos de sangramento nasofaríngeo ou de extravasamento de LCR para a área nasofaríngea, em clientes que sofreram traumatismo, naqueles medicados com terapia anticoagulante, e nos clientes portadores de discrasias sanguíneas, porque aumentam o risco de sangramento.

  • Quais os materiais utilizados na aspiração?

Bandeja, aspirador, frasco de aspiração, máscara, óculos, gorro, avental, sonda de aspiração, gaze, luvas estéril e de procedimento, SF 0,9% ou água destilada, ressuscitador manual, fonte de oxigênio.

  • Qual a descrição técnica do procedimento de aspiração das vias aéreas?

VIAS INFERIORES:
1. Reunir o material e levar ao quarto;
2. Explicar o procedimento ao paciente e tranquiliza-lo durante todo o procedimento;
3. Higienizar as mãos;
4. Colocar o cliente em posição semi-Fowler ou Fowler, se for tolerável e interromper a dieta;
5. Abrir a embalagem da sonda (somente a parte que conecta na extensão do tubo coletor), utilize o restante da embalagem para protegê-la, mantendo-a estéril, adapte-a à extensão do aspirador;
6. Colocar a máscara descartável, gorro, avental e óculos protetores e luvas estéreis;
7. Regular a pressão do aspirador/vacuômetro com a mão considerada não estéril (não dominante), mantendo a pressão conforme recomendação.
8. Proporcionar hiperoxigenação do paciente, conectado ao ventilador mecânico por 30 segundos, de três formas:
- Pressionar o botão de hiperoxigenação no ventilador;ou
- Aumentar o nível de FiO2 para 100% no ventilador; ou
- Desconectar o ventilador e conectar o ressuscitador manual para a realização de seis ventilações em 30 segundos.
9. Para o paciente em ventilação espontânea com tubo endotraqueal, a hiperoxigenação e hiperventilação também devem ser realizadas:
- Aumentar o fluxo de oxigênio e orientar o paciente a realizar inspirações profundas antes do procedimento ou ventilar quatro ou cinco vezes com o ressuscitador manual conectado ao oxigênio;
10. Desconectar o ventilador mecânico com a mão enluvada, não estéril, protegendo a conexão em Y do circuito;
11. Com a mão não dominante segurar a parte da sonda não estéril e com a mão dominante, retirar a sonda de forma a mantê-la estéril;
12. Lubrificar a sonda com água destilada ou soro fisiológico 0,9% (estéril) e manter o frasco com a solução próximo ao leito para a limpeza das extensões após o término do procedimento;
13. Com a mão dominante (estéril), introduzir a sonda no tubo mantendo a extensão clampeada para não aplicar sucção até encontrar resistência e, então, retirar a sonda 1 a 2 cm antes de aplicar sucção;
14. Desclampear a extensão e aspirar retirando a sonda com movimentos circulares. Esta etapa não deve exceder a 10 segundos;
15. Reconectar o tubo do paciente ao ventilador, deixando-o descansar por pelo menos 30 segundos;
16. Se necessário, repetir o procedimento, mas não realizar mais do que três ou quatro aspirações por sessão;
17. Ao término da aspiração traqueal, promover a limpeza da sonda com água destilada ou SF 0,9 % e realizar aspiração nasal e oral. Após todas as aspirações, lave a extensão do aspirador com solução estéril e despreze a sonda enrolando-a na mão e puxando a luva sobre ela;
18. Deixar o paciente confortável;
19. Recolher o material utilizado e encaminhar o material permanente ao expurgo e desprezar os resíduos em local adequado;
20. Higienizar as mãos e retirar os EPIs;
21. Auscultar os pulmões do paciente e reavaliar suas condições clínicas;
22. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário, anotando o aspecto, volume e coloração da secreção aspirada.
VIAS SUPERIORES:
1 a 4: repetir os itens expostos acima.
5. Colocar a máscara descartável, luvas de procedimento, gorro, avental e óculos protetores;
6. Adaptar o vacuômetro (parede) ou aspirador (portátil) ao frasco coletor, ligar a aspiração, e regular a pressão conforme recomendações. Ocluir a ponta do tubo de conexão para verificar a pressão de aspiração;
7. Abrir o invólucro da sonda, adaptar à extensão do aspirador e regular a pressão do aspirador/vacuômetro;
8. Lubrificar a sonda com água destilada ou soro fisiológico 0,9%, introduzir a sonda em uma das narinas (+- 13 a 15 cm) clampeada (sem aplicar sucção) e aspirar retirando a sonda, em movimento circular, por no máximo 15 s;
9. Retire lentamente a sonda e deixe o paciente descansar por 20 a 30 s;
10.  Aspire a cavidade oral utilizando a cânula de Guedel. Se necessário, troque a sonda e insira o cateter na boca do cliente e faça avança-lo de 7-10cm pelo lado da boca do cliente até alcançar o acúmulo de secreções ou até que comece a tossir;
11. Proporcionar 2-3minutos de descanso, enquanto o paciente continua a respirar oxigênio e/ou usar ressuscitador manual ligado ao O2;
12. Lavar a sonda e intermediário no frasco de solução salina sempre que necessário.
13. Após a sessão, lave a extensão do aspirador com solução estéril e despreze a sonda enrolando- a na mão e puxando a luva sobre ela;
14. Fechar o vácuo e desprezar a sonda no saco de lixo;
15. Repetir os itens de 18, 19, 20 e 22.
  • Quais as recomendações pertinentes à aspiração das vias aéreas?

- Observar o paciente durante, oxigenando-os nos intervalos e conectando o respirador ao paciente com uso de ventilação mecânica;
- O calibre da sonda de aspiração não deve ser superior a metade do diâmetro da cânula endotraqueal ou de traqueostomia;
- O funcionário deve utilizar SEMPRE máscara facial e óculos de proteção para proceder à aspiração como proteção pessoal;
- Para melhor eficácia na aspiração, a cabeça do paciente deve ser tracionada para a direita, para aspirar o brônquio esquerdo e, ao contrário, para aspirar o brônquio direito, com cuidado para não deslocar a cânula endotraqueal;
- A técnica de aspiração de cânula endotraqueal e da traqueostomia deve ser asséptica e feita conforme prescrição médica e de enfermagem. A aspiração frequente e a higiene oral adequada previnem infecções do trato respiratório que podem ser fatais em pacientes de terapia intensiva;
- Deve-se interromper a dieta e administração de medicamentos durante o procedimento, devido a possibilidade de ocorrer vômitos e aspiração pulmonar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

• SEMIOLOGIA • Lesões elementares.

O conhecimento das lesões na pele nos permite diferenciar variadas patologias. O conhecimento exato de suas classificações auxilia, além do diagnóstico, a comunicação entre profissionais.

No exame da pele, serão investigados os seguintes pontos: coloração, continuidade ou integridade, umidade, textura, espessura, temperatura, elasticidade, mobilidade, turgor, sensibilidade e lesões elementares.

Abaixo listamos ALGUMAS, dessas lesões:
  • CISTO: cavidade esférica ou ovalada, encapsulada ou envolta por epitélio, que contém líquido ou material semi-sólido.
  • FISSURA (OU RÁGADES): perda de substância linear, superficial ou profunda e não determinada pela interveniência de qualquer instrumento cortante.
  • MÁCULA: área plana circunscrita de coloração diferente. É classificada em dois tipos:
- Mácula hipocrômica: resulta da diminuição ou ausência de melanina. Ex: vitiligo.
- Mácula hipercrômica: depende do aumento de pigmento melânico. Ex: pelagra.
  • NÓDULO: são formações sólidas localizadas na hipoderme com até 3 cm de diâmetro.
  • PÁPULA: são elevações sólidas da pele,  de pequeno tamanho (até 0,5 cm de diâmetro), superficiais, bem delimitadas com bordas facilmente percebidas quando se desliza uma polpa digital sobre a lesão. Ex: picada de inseto, verruga, erupções medicamentosas.
  • PÚSTULA: é uma bolha ou uma vesícula, porém com conteúdo purulento. Ex: acne.
  • VESÍCULA: são elevações da pele que contém líquido em seu interior. Seu diâmetro não ultrapassa 0,5 cm. Ex: lesões da varicela e da herpes zoster. Vesícula ≠ Pápula. Pápula é uma lesão sólida. Vesícula possui líquido em seu interior.
  • PLACA: são lesões achatadas, porém discretamente elevadas em relação ao tecido adjacente. Resultado da união de várias pápulas.

• PROCEDIMENTO • Sondagem nasogástrica (SNG) e nasoenteral (SNE).

Sonda Levine, indicada para passagem de SNG.
Sonda Dobbhoff, indicada para passagem de SNE. Diferencia-se da Levine por apresentar um fio-guia e uma ogiva distal (tungstênio).

  • Qual a finalidade das sondagens nasogástrica (SNG) e nasoenteral (SNE)?

SNG: drenar conteúdo gástrico para descompressão, realizar lavagem gástrica e administração de medicação/alimento.
SNE: permitir a administração de dietas e medicamentos de maneira mais confortável e segura, principalmente nos pacientes idosos, acamados e com reflexos diminuídos.

  • Quais as indicações e contra-indicações da SNG e SNE?

A SNG está indicada para alimentação, hidratação, administração de medicamentos em pacientes com dificuldade ou impossibilidade de se alimentar, descompressão gástrica, remoção parcial ou total do conteúdo gástrico e proteção contra brocoaspiração. E é contra-indicada em casos de mal formação e obstrução do septo nasal, desconforto respiratório importante, mal formação e/ou obstrução mecânica/cirúrgica do trato gastrointestinal, neoplasia de esôfago ou estômago.
A SNE é indicada a pacientes inconscientes e/ou com dificuldade de deglutição. E é contra-indicada pacientes com desvio de septo e TCE.

  • Quais os riscos e/ou pontos críticos associados a SNG e SNE?

- Traumas nasais;
- Inflamação do intestino;
- Diarreia;
- Obstrução da sonda;
- A sonda pode deslocar-se para o aparelho respiratório;
- Pneumotórax.
- Localização da sonda (sempre realizar o teste antes da infusão, no caso da SNG);
- Atentar para fixação adequada da sonda, prevenindo o deslocamento da mesma.

  • Quais os materiais necessários para a realização das sondagens nasogástrica e nasoenteral?

SNG: bandeja, sonda Levine, gel hidrossolúvel, seringa 20ml, gaze, estetoscópio, toalha, luva de procedimento, esparadrapo ou fita adesiva hipoalergênica, máscara descartável.
SNE: bandeja, sonda Dobbhoff, gel hidrossolúvel, seringa 20 ml, gaze, estetoscópio, luva de procedimento, esparadrapo/micropore, SF 0,9%, papel toalha.

  • Qual a descrição técnica do procedimento de SNG e SNE?

1. Higienizar as mãos;
2. Conferir a prescrição médica, reunir todo material na bandeja e levar para próximo ao paciente;
3. Orientar paciente e familiar sobre o procedimento;
4. Isolar a cama com um biombo, se necessário;
5. Posicionar o paciente em posição Fowler alta, a menos que haja contra-indicação; caso o paciente não possa ter a cabeceira elevada, mantê-lo em decúbito dorsal horizontal, lateralizando a cabeça e inclinando-a para frente;
6. Colocar máscara e calçar luvas de procedimento; 
7. Avaliar obstrução nasal e/ou desvio de septo;
8. Higienizar a narina com solução fisiológica, se necessário;
9. Colocar o papel-toalha no tórax do paciente;
10. No caso da SNG, medir a sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e, a seguir, estender a sonda até o apêndice xifoide. No caso da SNE, mensurar a sonda do ápice do nariz ao lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifoide adicionando 15 a 20 cm, marcando com fita adesiva.
11. Lubrificar a sonda utilizando gaze gel hidrossolúvel;
12. Introduzir na narina do paciente até sentir uma pequena resistência, nesse ponto, peça ao paciente para fletir ligeiramente a cabeça;
13. Quando possível, solicitar a colaboração do paciente, pedindo para que faça movimentos de deglutição;
14. Continuar introduzindo a sonda, acompanhando os movimentos de deglutição do paciente até o ponto pré- marcado;
15. Testar posicionamento, injetando 20ml de ar com seringa de bico. Auscultar com estetoscópio
concomitantemente a região epigástrica e/ou aspirar o conteúdo gástrico;
16. No caso da SNE, após confirmação do posicionamento adequado da sonda, retirar o fio guia delicadamente. Solicitar que o paciente permaneça em decúbito lateral direito, facilitando a ida da sonda para o duodeno.
17. A sonda deverá ser fixada adicionalmente na face, do mesmo lado da narina utilizada, com fita adesiva fina;
18. Manter a sonda fechada ou aberta, conforme a indicação da prescrição;
19. Recolher todo material, deixando o ambiente em ordem e encaminhar ao expurgo;
20. Retirar as luvas de procedimento e a máscara descartável;
21. Higienizar as mãos;
22. Realizar anotações de enfermagem no prontuário.
23. No caso da SNE, encaminhar o paciente para controle radiológico. Após confirmar a localização da sonda pela radiografia, iniciar a nutrição/medicação.

  • Quais as recomendações acerca das SNG e SNE?

- Em pacientes com suspeita de TCE, é recomendado a sondagem oral gástrica, sob suspeita de fratura de ossos da base do crânio.
- Em pacientes com suspeita de TRM, não elevar o decúbito.
- No sistema de sondagem nasoenteral, deve ser obrigatoriamente realizado um RX após a passagem da sonda, antes de administrar qualquer tipo de medicação ou dieta.
- Deixar toalhas próximas é importante, pois durante a passagem da sonda, o paciente pode sentir náuseas por estimulação do nervo vago. Caso isso ocorra, interromper o procedimento temporariamente. Ocorrendo vômito, retirar a sonda e atender o paciente, retomando o procedimento mediante avaliação.
- Guardar o fio guia da SNE em uma embalagem limpa e mantê-la junto aos pertences do paciente, caso a sonda atual precise ser repassada.
- Sinais de asfixia como cianose, acesso de tosse e dispneia são indicativos de que a sonda está sendo direcionada para o trato respiratório, neste caso, retirar a sonda imediatamente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

• PROCEDIMENTO • Eletrocardiograma (ECG).



  • Qual o objetivo do eletrocardiograma (ECG)?

Registrar derivações para diagnóstico, evolução clínica e avaliação da eficácia medicamentosa. Sendo um procedimento de responsabilidade da equipe de Enfermagem.

  • A quem está indicado o ECG?

A todos os pacientes internados, com dor torácica, com cardiopatias, conforme solicitação médica.

  • Quais os materiais utilizados para a realização do ECG?

Papel milimetrado, eletrodos, caneta, aparelho de ECG.

  • Qual a descrição técnica do procedimento de ECG?

1. Higienizar as mãos;
2. Conferir a prescrição médica ou pedido de exame;
3. Preparar o material e colocá-lo próximo à unidade do cliente;
4. Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado e posicioná-lo em decúbito dorsal, com braços e pernas relaxados;
5. Ligar ao aparelho à rede de energia, prestando atenção a voltagem solicitada;
6. Colocar a folha de ECG e apertar tecla "papel";
7. Friccionar com gazes e álcool a área a ser monitorada. Se necessário, os pelos deverão ser cortados;
8. Colocar as braçadeiras nos membros:
- cabo vermelho em braço D - RA
- cabo amarelo em braço E - LA
- cabo verde em perna E - LL
- cabo preto em perna D - RL
9. Colocar eletrodos no tórax:
- V1 em 4º espaço intercostal na borda esternal direita
- V2 em 4º espaço intercostal na borda esternal esquerda
- V3 a meio caminho entre V2 e V4
- V4 em 5º espaço intercostal na linha clavicular média E
- V5 em 5º espaço intercostal na linha axilar anterior (meio caminho entre V4 e V6)
- V6 em 5º espaço intercostal na linha axilar média, nivelado com V4
10. Apertar o botão "segue";
11. Identificar o ECG com nome do paciente, data, hora e setor;
12. Desligar o aparelho, retirar cabos e eletrodos, limpar e organizar as braçadeiras;
13. Deixar o paciente confortável no leito e o ambiente em ordem;
14. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário.

• PROCEDIMENTO • Higienização cirúrgica das mãos.



  • Qual a finalidade da higienização cirúrgica das mãos?

Eliminar a flora transitória, reduzindo ao máximo a flora residente, além de proporcionar um efeito residual na pele do profissional.

  • Quais as indicações e contra-indicações da higienização cirúrgica das mãos?

Está indicada antes de todos os procedimentos cirúrgicos e invasivos.
Não há contra-indicações.

  • Quais são os riscos e/ou pontos críticos da higienização cirúrgica das mãos?

- Ao paciente: quando não realizado ou mal realizado, transmissão de infecção hospitalar
- Ao profissional: processos alérgicos ao anti-séptico, fissuras e descamação da pele das mãos.

  • Quais os materiais utilizados para a realização da higienização cirúrgica das mãos?

Solução antisséptica, degermante: clorexidina ou PVPI, escova cirúrgica estéril, compressa estéril.

  • Qual a descrição do procedimento de higienização cirúrgica das mãos?

1. Abrir a torneira;
2. Molhar as mãos, antebraço e cotovelos;
3. Recolher, com as mãos em concha, o antisséptico e espalhar nas mãos, antebraços e cotovelos. No caso de escova impregnada com antisséptico, pressione a parte da esponja contra a pele e espalhe por todas as partes;
4. Friccionar ou escovar, com a escova esterilizada, as mãos, antebraços e cotovelos, por 3 a 5 minutos, mantendo as mãos acima dos cotovelos;
5. Limpar sob as unhas com as cerdas da escova ou com limpador (espátula);
6. Enxaguar as mãos em água corrente, no sentido das mãos para os cotovelos, retirando todo o resíduo do produto;
7. Manter as mãos em um nível mais alto que os cotovelos;
8. Fechar a torneira com cotovelo, joelho ou pés, se a torneira não possuir fotossensor;
9. Enxugar as mãos e antebraços com compressa estéril, iniciando pelas mãos e seguindo por antebraço e cotovelo;
10. Colocar escova em recipiente coletor.

  • Quais as recomendações pertinentes à higienização cirúrgica das mãos?
- Pessoas alérgicas a iodo devem usar clorexidina degermante.
•- A degermação deve ser sempre realizada antes de procedimentos cirúrgicos ou invasivos.
•- Antes de iniciar a degermação das mãos e antebraços, colocar a touca , a máscara cirúrgica e o óculos de proteção.

• PROCEDIMENTO • Prevenção de úlcera por pressão (UPP).



  • Qual a finalidade da prevenção de úlcera por pressão (UPP)?

Manter integridade cutânea, proporcionando conforto ao paciente.

  • Quais as indicações e contra-indicações da prevenção de UPP?

Está indica a todos os pacientes debilitados, acamados, emagrecidos, cirurgias de grande porte ou ortopédicas, obesidade, pacientes em coma e/ou entubados, e todos aqueles que após avaliação, o enfermeiro julgar necessário.
Não há contra-indicações.

  • Quais são os riscos e/ou pontos críticos da realização do procedimento de prevenção de UPP?

- Queda do leito e/ou cadeira ao manuseio do paciente;
- Falha na execução da técnica.

  • Quais os materiais necessários para a realização do procedimento de prevenção de UPP?

Material de higiene íntima, roupas de cama, coxins, creme hidratante, colchão piramidal (caixa de ovo), AGE, filme transparente, algodão ortopédico, atadura de crepe, almofadas.

  • Qual a descrição técnica do procedimento de prevenção de UPP?

1. Aplicar a escala de Braden e classificar o paciente que está em risco de desenvolver úlcera por pressão;
2. Manter a pele limpa e hidratada;
3. Evitar água quente e fricção;
4. Evitar manter pressão sobre a pele e sobre as proeminências ósseas;
5. Realizar limpeza imediata após evacuação e urina;
6. Proporcionar o paciente em posição anatômica e confortável;
7. Identificar lesões, classificá-las e instituir tratamento;
8. Manter lençóis esticados e secos;
9. Mudança de decúbito de 2/2 horas (salvo contraindicação médica);
10. Mobilizar o paciente em lençol móvel (sem arrastá-lo);
11. Trocar curativos de lesões e estomas sempre que estiverem saturados;
12. Colocar sentados os pacientes acamados, várias vezes ao dia, sempre que houver possibilidade (a cada 15 a 30 min, mudá-lo de posição na poltrona, levantando-o e sentando-o novamente);
13. Elevar a cabeceira do leito o mínimo possível, se não houver contraindicação. Se necessário, a elevação não deve ultrapassar 30°. Isto também se aplica ao decúbito lateral;
14. Usar travesseiros e coxins;
15. Aquecer as extremidades (se estiverem frias);
16. Realizar movimentação passiva dos membros;
17. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário.

  • Quais as recomendações pertinentes à prevenção de UPP?

- Manter o paciente coberto com lençóis, e descobrir somente as regiões do corpo a serem examinadas.
- Realizar treinamento e capacitação dos funcionários quanto às técnicas de mobilização, posicionamentos adequados e cuidados preventivos na utilização de equipamentos e acessórios, conscientizando-os de sua importância.
- A aplicação da escala de Braden é atividade exclusiva do enfermeiro.
- A escala de Braden deve ser aplicada por ocasião da admissão de todos os pacientes das unidades de internação. No período de internação, deve ser realizada semanalmente e/ou a cada mudança do estado clínico.

• PROCEDIMENTO • Punção venosa periférica.



  • Qual a finalidade da punção venosa periférica?

Instalar cateter em trajeto venoso periférico para coleta de sangue venoso; infusão contínua de soluções; administração de medicamentos; manutenção de uma via de acesso venosa; administração intermitente de medicamentos (por meio de salinização do cateter).

  • Quais as indicações e contra-indicações da punção venosa periférica?

É indicada a desidratação em adultos e crianças, reposição de volumes estéreis, administração de drogas de uso contínuo e hemoderivados. Manter via de acesso rápido em situações emergenciais.
E é contra-indicada em casos de hiperemia, flebites, edemas, escoriações, queimaduras e fraturas presentes no local a ser puncionado.

  • Quais são os riscos e/ou pontos críticos da punção venosa?

- Hematoma local;
- Sinais flogísticos;
- Extravasamento de líquido local;
- Punção arterial acidentalmente.

  • Quais os materiais necessários para a realização da punção venosa?

Bandeja, garrote, bolas de algodão, álcool 70%, cateter venoso apropriado, esparadrapo ou fita adesiva hipoalergênica, luvas de procedimento, etiqueta ou fita adesiva, escala de soro, equipo de soro, suporte de soro.

  • Qual a descrição técnica do procedimento de punção venosa periférica?
1. Conferir a prescrição médica e reunir o material necessário em uma bandeja;
2. Levar a bandeja até o paciente e colocar na mesa auxiliar;
3. Explicar o procedimento ao paciente;
4. Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento;
5. Escolher o local do acesso, expor a área de aplicação e verificar as condições das veias;
6. Colocar o paciente na posição mais adequada e solicitar que o paciente mantenha o membro imóvel;
7. Garrotear o membro a ser puncionado, +/- 5cm acima do local de inserção do dispositivo venoso (se o garrote não dilatar as veias, fazer com que o cliente abra e feche as mãos frouxadamente algumas vezes. Em seguida, peça para o paciente permanecer com a mão frouxadamente fechada enquanto a agulha é inserida, devendo abrir a mão quando a agulha estiver no local);
8. Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool 70% em movimentos circulares do centro para as extremidades;
9. Manter o algodão seco ao alcance das mãos;
10. Tracionar a pele para baixo, com o polegar, abaixo do local a ser puncionado;
11. Introduzir o cateter, paralelamente à pele, com bisel voltado para cima em um ângulo igual ou inferior a 15º;
12. Observar o refluxo sanguíneo e retirar o guia;
13. Soltar o garrote e pedir ao paciente que abra a mão;
14. Fixar o dispositivo venoso com esparadrapo ou adesivo hipoalergênico;
15. Conectar o sistema de infusão ao cateter venoso, ou seringa para coletar sangue, ou proceder a salinização do cateter;
16. Observar se há sinais de infiltração ou extravasamento do líquido infundido, além de queixas de dor ou desconforto;
17. Orientar o paciente sobre os cuidados para manutenção do cateter, como evitar atrito, umedecer ou tracionar o cateter, não desconectar a linha de infusão ou tampa de proteção do cateter e não pressionar o membro onde o cateter está instalado;
18. Deixar o paciente confortável;
19. Recolher o material e encaminhar ao expurgo;
20. Descartar os materiais perfuro-cortantes em local apropriado;
21. Retirar as luvas de procedimento e higienizar as mãos;
22. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário descrevendo a punção, número do cateter, local puncionado e dificuldades encontradas.

  • Quais as recomendações necessárias à punção venosa?

- Ao escolher a veia, deve-se levar em consideração as condições das mesmas, tipo de solução a ser infundida e o tempo de infusão. Se possível, escolher o membro superior não dominante para que o paciente possa movimentar-se mais a vontade.
- Deve-se fazer o rodízio das punções a cada 72 horas, no máximo, mesmo que a veia pareça íntegra. A outra punção deve ser feita o mais longe possível da primeira.
- Realizar limpeza com álcool a 70% nas conexões a cada uso.
- Prefira veias calibrosas para administração de fármacos irritantes ou muito viscosos, a fim de diminuir o traumatismo do vaso e facilitar o fluxo.
- Evitar puncionar veias esclerosadas ou membros paralisados, edemaciados ou com lesões, além do membro ipsilateral à mastectomia.