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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

• NOTÍCIA • Cofen lança campanha contra formação de Enfermagem por EaD.

O Cofen lança neste mês de fevereiro campanha publicitária de combate à formação de profissionais de Enfermagem pelo ensino a distância. A campanha será veiculada em revista nacionais (Época e Carta Capital), de bordo (GOl, TAM, Avianca e Magazine Azul) e segmentadas (Nursing), além de portais e redes sociais, ressaltando a importância do contato com os pacientes, que deve permear a formação profissional.
"A Enfermagem exige habilidades teórico-práticas que não podem ser desenvolvidas sem o contato direto com o ser humano", afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. "Estão formando profissionais precários em um mercado saturado. É preciso questionar a quem interessa essa formação".

Desde 2011, todos os conselhos profissionais têm posição contrária à formação por EaD na área de Saúde. O Cofen propôs o Projeto de Lei 2891/2015, que proíbe a graduação de enfermeiros e formação de técnicos ma modalidade EaD. Apresentado pelo deputado Orlando Silva (PC do B – SP), o projeto já recebeu parecer favorável da comissão de educação.

A situação do ensino à distância de Enfermagem no Brasil é estarrecedora. A operação EaD, realizada pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais, com visita in loco a 315 polos de apoio presencial dos cursos, constatou a ausência de infraestrutura e condições de ensino. Sem laboratórios, biblioteca ou condições mínimas de apoio, a maioria dos polos e não oferecem sequer condições para a prática de estágio supervisionado. São mais de 35 mil vagas oferecidas por Instituições de Ensino Superior; mais de 90% estão ociosas por falta de interessados.

Fonte: Cofen

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

• NOTÍCIA • 77% dos profissionais de Enfermagem são agredidos no ambiente de trabalho.

Más condições para a assistência, demora no atendimento e omissão das autoridades em todos os níveis estão entre as prováveis explicações do aumento dos casos de violência a profissionais de saúde no Estado de São Paulo. Aliás, estes são somente alguns dos problemas vivenciados por técnicos, auxiliares de enfermagem e enfermeiros que trabalham na linha de frente da assistência. A conclusão é da Sondagem sobre Violência aos Profissionais Enfermagem de São Paulo realizada entre 23 de outubro e 2 de dezembro, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, Coren-SP.

A mostra teve como base questionário online, estruturado em perguntas de múltipla escolha e abertas, com retorno de 4.293 profissionais. Traz dados no mínimo preocupantes, como o fato de 77% da classe já ter sido vítima de algum tipo de violência. Não dá para intuir exatamente. Mas também não é absurdo relacionar o problema à falta do serviço de segurança em 77% dos locais de trabalho em saúde, apontada na sondagem.

“É uma situação que se agrava paulatinamente, envolvendo uma população formada majoritariamente por mulheres, são 85% dos quadros da enfermagem”, argumenta a presidente do Coren-SP, Fabíola Braga Mattozinho. “Essa particularidade requer atenção diferenciada das autoridades de segurança. Para a violência, a receita é prevenção. Exige vontade política e também tolerância, resgate dos princípios e valores humanísticos”.

A violência psicológica foi a mais citada pelos profissionais de enfermagem (área que inclui enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem). Dos que afirmam ter sido vítimas de violência, 81,54% mencionaram a agressão psicológica, 23,77% a violência física e 10,68% o assédio sexual. Os entrevistados podiam indicar mais de um tipo de agressão sofrida.

Os pacientes são os principais agressores: 53,54% disseram ser vítimas de pacientes, 46,49% citam os familiares de pacientes, 40,22% citam a chefia e 25,16% os colegas de trabalho.

Recente pesquisa qualitativa encomendada pelo Coren apresenta vivenciais que talvez ajudem a interpretar melhor o fenômeno. Particularmente no sistema público são inúmeros os testemunhos de profissionais de enfermagem sobre as precárias condições a que os usuários são expostos em questões básicas como falta de medicamento, demora para atendimento, espera infindável para a marcação de uma simples consulta, entre tantas outras.

Há ainda outro ponto que merece reflexão na Sondagem sobre Violência aos Profissionais Enfermagem de São Paulo. Mesmo sofrendo agressões, 87,51% não registram queixa à polícia ou denunciam a qualquer órgão de governo. Dos 12,49% que levam o caso adiante, somente 4,68% obtêm sucesso na resposta. Talvez também possamos intuir que tais números levam relação com a descrença de 87,68% da classe no empenho das autoridades no combate à violência.

Fontes: G1 e JornalDiaDia

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

• NOTÍCIA • Menina de 8 anos é a primeira criança a ser diagnosticada com câncer de mama.

O mês de outubro acabou, mais uma vez alarmando todas as mulheres à realização do auto-exame como forma de prevenção a possível câncer de mama. No entanto, neste semana, um caso da doença chocou o mundo, já que acometeu uma pessoa não faz nem mesmo parte do público que usualmente desenvolve o problema de saúde. Com apenas oito anos de idade, uma garota da cidade de Utah, nos Estados Unidos, foi diagnosticada como a pessoa mais jovem a ter câncer de mama.

De acordo com um documento do Jornal Internacional de Cirurgia Pediátrica, publicado pela ABC news, Chrissy Turner desenvolveu um raro tipo da doença, o carcinoma secretor da mama, que afeta apenas uma em um milhão de pessoas. Em adultos, já é uma manifestação incomum, porém em um criança é ainda mais.

De acordo com Annette Turner, mãe da menina, ela contou estar assustada com um caroço que apareceu em seu peito. "Ele está aqui faz algum tempo", comentou a pequena ao contar a Annete sobre o incômodo. Após o relato, ela levou Chrissy rapidamente ao médico para verificiar qual era o problema.

"Eu fiquei em choque", confessou a mulher a respeito do diagnóstico que foi dado no último dia 9 de novembro. "Nenhuma criança jamais deveria ter que passar por esta doença", completou. 

Anteriormente ao susto dado na família, Annette Turner descobriu um câncer cervical e seu marido com uma doença linfática. "Eu fiquei um pouco asssustada ao descobrir o que era", observou a menina.

Apesar da ocorrência bastante rara, médicos do Hospital Primário Infantil, de Salt Lake City, disseram estar confiantes a respeito da retirada do tumor."Chrissy precisará passar por uma masectomia simples para tirar todo o tecido que representa risco de retorno da doença", disse o médico Brian Bucher, responsável pelo caso.

Eles estão confiantes em relação à cura. Enquanto isso, a família está angariando fundos na internet para colaborar com o financiamento do tratamento.

Fonte: Yahoo

domingo, 15 de novembro de 2015

• NOTÍCIA • Associação Brasileira de Estomaterapia realiza campanha de prevenção da úlcera por pressão.


A Sobest, Associação Brasileira de Estomaterapia – Estomias, Feridas e Incontinências, realiza em novembro a Campanha “Mude de Lado e Evite a Pressão”, de conscientização sobre as úlceras por pressão, muito comum em pessoas acamadas e impossibilitadas de mudar de posição. As ações, que serão realizadas em diversas partes do País, fazem parte de um movimento internacional, que tem como data principal 19 de novembro, o Dia Mundial de Prevenção da Úlcera por Pressão.

A úlcera por pressão é uma lesão na pele causada pela interrupção da circulação sanguínea em um determinado local do corpo próximo de uma região óssea, aliado a uma pressão contínua nesta mesma região. Os pacientes acometidos sofrem alterações clínicas e danos funcionais, aumento da dor, risco de infecções graves também estão associadas, internações prolongadas e morbidade. Os locais mais comumente afetados são a região sacral e os calcâneos, sendo que aproximadamente 60% das úlceras de pressão se desenvolvem na região pélvica ou abaixo desta.

Como o seu desenvolvimento implica em sofrimento e tratamento com custo elevado, a prevenção é a melhor indicação. A principal medida é a mudança de posição do paciente, cuja frequência deverá seguir os limites do próprio paciente, da pele e do ambiente que ele se encontra.

“A Sobest trabalha ativamente para conscientizar pacientes e cuidadores sobre a importância da prevenção. Da mesma forma, capacita profissionais, em especial os enfermeiros estomaterapeutas, para atuarem da forma mais eficiente possível, para garantir a qualidade de vida dos pacientes”, ressalta a presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia, Maria Angela Boccara de Paula.

Instituições internacionais como National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) nos EUA e a European Pressure Ulcer Advisory Panel (EPUAP) na Europa preconizam medidas preventivas, baseadas em evidências cientificas, onde a principal delas é a mudança de posição. Atualmente vários países, incluindo o Brasil, seguem os protocolos baseados nas orientações dessas instituições (NUAP e EPUAP).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

• NOTÍCIA • Afinal, o que é a fosfoetanolamina? Será que já temos a cura do câncer e não sabemos?


Nos últimos dias temos assistido a muitas discussões sobre o uso de uma substância química, a fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Trata-se de uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

Diante deste fato, muitos pacientes têm recorrido à justiça e, quando têm seu pedido atendido, recebem as cápsulas sem qualquer indicação de uso. Isto é, não se sabe como tomar a substância, o quanto tomar, se interage com outros medicamentos, quais são os efeitos esperados, se há efeitos adversos, enfim, não há indicações de uso simplesmente porque este produto ainda não é um medicamento.

A fosfoetanolamina uma molécula muito simples e está presente nas membranas das nossas células. Ela é conhecida dos cientistas desde 1936, e por ter sido descoberta em tumores de bois, foi estudada de várias maneiras em laboratório para saber o que ela tinha à ver com o câncer. É verdade que em vários estudos, sempre em células isoladas de câncer ou em animais de laboratório, a substância funcionava como um inibidor do crescimento de tumores. Mais recentemente, químicos da Universidade de São Paulo, em São Carlos, aprenderam a sintetizar a fosfoetanolamina e fizeram vários estudos com ela em parceria com outros pesquisadores na área do câncer. O efeito anticâncer dessa substância foi confirmado em modelos vários tipos de câncer, mas sempre em laboratório, nunca em humanos.

O pesquisador que desenvolveu a pesquisa alega que pediu ajuda à Anvisa para desenvolver os testes necessários, mas houve "má vontade" da agência. A entidade, por sua vez, afirma que nunca houve um pedido de autorização para pesquisa clínica. Houve ainda um contato com a Fiocruz, porém o pesquisador diz que a instituição exigia que a patente do método de síntese da substância fosse passada para a fundação, o que não teria sido aceito por ele. Já a Fiocruz afirma que não realizou o pedido da patente.

Diante de tantas informações desencontradas, é compreensível a angústia de pacientes e familiares que convivem com uma doença grave como o câncer, mas, neste momento, não há evidências científicas de que essa substância seja capaz de ajudar no tratamento contra a doença, muito menos que seja segura. Isso porque a fosfoetanolamina só foi estudada em laboratório. Nunca houve estudos em pacientes com câncer.

Por não ser considerada tóxica, a fosfoetanolamina (ou fosfamina) foi entregue gratuitamente por anos. Inclusive havia parceria com um hospital na cidade de Jaú/SP. Porém, em 2014, a USP de São Carlos determinou que as substâncias experimentais deveriam ter todos os registros necessários antes que fossem disponibilizadas à população. Com isso, as cápsulas, que não têm a licença da Anvisa, passaram a ser distribuídas somente mediante decisão judicial. Em 28 de setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo havia revogado todas estas liminares, cerca de 800. No entanto, no último dia 9 de outubro, o TJ-SP voltou atrás, de forma que todos agora podem obter a substância na Universidade. Com a nova decisão, prevê-se uma corrida judicial de novos pedidos para obter a fosfoetanolamina, o que causará problemas para a Universidade de São Paulo, em São Carlos, que não dispõe de estrutura para a produção em massa.

Fonte: Proteste.org.br, HoraDeSantaCatarina.clicrbs.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

• NOTÍCIA • Vacina criada por brasileiros é um sucesso contra doença de Chagas.


A doença de Chagas está perto de ter uma cura terapêutica. Pesquisadores brasileiros criaram uma vacina capaz de neutralizar o parasita causador da doença (Trypanosoma Cruzi). Os testes com camundongos obtiveram resultados favoráveis: o tratamento aumentou em 80% a taxa de sobrevivência e diminuiu a arritmia cardíaca dos animais.

Há 20 anos, cientistas vêm desenvolvendo a vacina com o financiamento de diversas universidades brasileiras, sob a supervisão do professor Maurício Rodrigues, da Unifesp. “Mais de 10 milhões de indivíduos na América Latina convivem com a Doença de Chagas já na fase crônica e o tratamento convencional muitas vezes não funciona. A vacinação terapêutica levaria à redução dos sintomas, queda da mortalidade e melhora da qualidade de vida dos doentes”, explica Rodrigues ao Planeta Universitário.

A vacina, testada em camundongos infectados com o parasita, foi capaz de reduzir em cinco vezes a carga parasitária. Foram divididos dois grupos de animais, o primeiro composto por indivíduos infectados imunizados e o segundo com animais infectados sem a vacina. Todos animais do segundo grupo morreram, enquanto apenas 20% do primeiro não sobreviveram.

A doença é transmitida por meio do barbeiro (Triatoma Brasilienses). Em casos crônicos pode causar insuficiência cardíaca por conta do alargamento dos ventrículos do coração, além da dilatação do esôfago e do cólon. Até hoje os tratamentos convencionais só conseguiram retardar os sintomas, mas não atingiram a cura total.

O mecanismo da vacina promove a indução de linfócitos que acompanham e neutralizam o parasita por toda sua vida. “Usamos vírus recombinantes com proteínas importantes para induzir a imunidade contra o parasita”, explica Rodrigues. “Uma vez injetados no organismo, os vírus não são capazes de se reproduzir, mas entram nas células e produzem as proteínas dentro delas”.

Apesar da doença estar quase extinta no Brasil - apresentando apenas casos isolados -, em países como Bolívia, Peru e Venezuela o mal é bastante recorrente. Apesar de ter apresentado bons resultados em camundongos, o teste ainda não foi feito com humanos.

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

• NOTÍCIA • Preocupadas com o índice de cesarianas na rede privada, mães optam por hospitais de referência em saúde materno-infantil.

Preocupadas com o alto índice de cesarianas na rede privada (84%) e incapazes de contratar uma equipe de saúde completa, elas têm optado por hospitais de referência em saúde materno-infantil

Esse é o caso de professora de matemática Camille Ramalho, 33 anos, que deu à luz no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio.

"Fiz todas as consultas de pré-natal pelo plano de saúde, mas na hora do nascimento preferi o SUS [Sistema Único de Saúde]", contou. Ela disse que se informou sobre o assunto antes de tomar sua decisão.

"Li muito, conversei com muitas mães e não me arrependo."

No Rio, a busca pela Maternidade Maria Amélia tem se tornado uma tendência, avalia a enfermeira obstetra Heloisa Lessa, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstétricas. Segundo ela, com as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a defesa do parto normal por organizações sociais, as gestantes têm se informado sobre os riscos da uma cesariana desnecessária.

"Um parto humanizado requer uma equipe humanizada, o que custa caro e não é garantida na rede privada", analisa. "Muitos médicos preferem fazer cesarianas porque podem ser agendadas com antecedência e são mais bem remuneradas pelos planos de saúde", completa.

Em ambos os casos, as gestantes contrataram uma doula, o que também está se tornando uma tendência no Rio, segundo Heloisa. Essas profissionais acompanham a gestante desde o início da gravidez, ajudando na preparação do casal.

A tradutora Eva Holzova Dantas, 32 anos, que recentemente teve Stella, hoje com 1 mês de vida, conta que a doula deu apoio para que ela tentasse o parto normal, depois de uma cesariana do primeiro filho.

"Ela passou exercícios para o casal, durante a fase ativa do parto, esclareceu sobre as fases do parto, o que te dá um apoio emocional muito importante."


Em casos de gravidez de baixo risco, o parto normal humanizado é a melhor opção, segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Silvana Granato. No processo, a equipe está treinada para realizar o menor número de intervenções possível no corpo da mulher, como a episiotomia (corte no períneo) e a injeção de ocitocina (hormônio sintético).

"A ocitocina, por exemplo, aumenta o número de contrações do útero, o que aumenta a dor e torna o parto normal mais dolorido", alertou.

Ela também observa uma migração de mulheres para a rede pública, onde as parturientes podem usar banheiras para aliviar a dor, além de receber massagens e exercícios para ajudar a relaxar, o que é permitido no Maria Amélia.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que não é possível estimar quantas gestantes com plano de saúde preferem ter bebês na unidade pública. Porém, o número de parto normais na Maternidade Maria Amélia chega a 76,2 % – maior que a média da rede, de 66,%, que inclui nove maternidades e uma casa de parto (unidade extra-hospitalar que realiza apenas partos normais de baixo risco).

Para estimular a prática, o governo do estado do Rio tem treinado equipes e recentemente comprou uma banheira para o Hospital Estadual dos Lagos de Saquerama, na Região dos Lagos.

"Banhos de imersão em água morna ajudam no trabalho de parto", disse o coordenador de Maternidades da Secretaria de Estado de Saúde, Jorge Calás.

De acordo com a coordenadora da pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, Maria do Carmo, entre as vantagens do parto normal estão a redução da morte materna, infecciosas, além de dores pós-operatórias. Nos bebês, diminui risco de morte intrauterina, complicações respiratórias e obesidade na infância.

Fonte: IG

• NOTÍCIA • Uso frequente de enxaguante bucal com álcool pode causar câncer de boca.

Usar enxaguante bucal pode parecer um excesso de higiene inofensivo, mas não é. Estudos associam o uso frequente e a longo prazo dos antissépticos bucais com o aumento da incidência do câncer de boca. É sabido, atualmente, que o consumo de bebida alcoólica é um dos fatores de risco para desenvolver a doença, mas, para isso, a pessoa deve beber com frequência. Como os enxaguantes bucais com álcool contêm uma porcentagem etílica alta, o risco pode ser equiparado com aquele de quem bebe todos os dias.

O oncologista e diretor do núcleo de cabeça e pescoço do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, Luiz Paulo Kowalski, conta que quem usa diariamente e por um extenso período esse tipo de enxaguante bucal tem um aumento de três a quatro vezes da chance de desenvolver câncer. “Ao menos há uns 50 anos se atribui ao álcool e tabaco os riscos do câncer de boca”, diz o médico.

O álcool pode eliminar bactérias protetoras e facilitar a multiplicação daquelas substâncias maléficas que eventualmente são resistentes. As bactérias, então, transformam o etanol em acetaldeído, substância altamente cancerígena. E daí vem o risco que os médicos tanto falam.

O estomatologista Artur Cerri explica que o uso frequente agride a flora normal da boca. “Alguns enxaguantes contêm potentes antibióticos, e esses medicamentos não são seletivos: matam bactérias boas e ruins. Aquelas que fazem a defesa da boca são mortas e os fungos insensíveis aos antibióticos podem se proliferar.”

Kowalski exploca que aqueles que usam esses enxaguantes bucais com álcool esporadicamente não precisam se preocupar. Para quem usa no dia-a-dia ou até mais de uma vez por dia, no entanto, o médico dá o alerta.

O câncer de boca mais comum e ligado ao cigarro e ao álcool – seja ele de enxaguantes bucais ou de bebidas alcoólicas –, é o carcinoma epidermóide. “Mais de 90% dos casos estão associados a esses agentes, além do HPV”. De acordo com Kowalski, é comum ver pessoas jovens, não tabagistas, com câncer de boca.

Para quem está preocupado em ter cáries se parar de usar enxaguantes bucais com álcool diariamente, o estomatologista Artur Cerri explica que eles não são essenciais para uma boa higiene bucal.

“Basta uma boa escovação e uso de fio ou fita dental”, explica ele. Enxaguantes são recomendados apenas antes de cirurgias – para a prevenção de infecções.

Segundo ele, as pessoas encaram o antisséptico como se não fosse remédio. O que é errado. “Eles são medicamentos. Alguns até têm antibióticos e anti-inflamatórios”, diz.

O oncologista do A.C. Camargo explica que o primeiro passo para evitar o câncer de boca é não usar nada que possa causar a doença.

“Ter boa higiene bucal, não fumar, não beber em excesso, se alimentar bem, principalmente de frutas cítricas e vegetais verdes. Eles são protetores”, recomenda o médico. Kowalski diz que, se a pessoa optar por usar enxaguantes bucais com frequência, que prefira os sem álcool.

• NOTÍCIA • Prevenção a doenças pode salvar 16 milhões de vidas por ano, mostra OMS.

As doenças não transmissíveis como câncer e diabetes causam 38 milhões de mortes, por ano, das quais 16 milhões poderiam ser evitadas com medidas preventivas, aponta relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A comunidade internacional tem a possibilidade de mudar o curso das doenças não transmissíveis", declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na apresentação do relatório. "Ao investir entre um e três dólares por ano e por pessoa, os países poderiam diminuir fortemente o número de doentes e de mortes devidos a essas doenças não transmissíveis", como câncer, doenças cardíacas, pulmonares, respiratórias e diabetes, afirmou.

No ano que vem, cada país deveria fixar objetivos para a introdução dessas medidas preventivas, uma vez que sem elas "milhões de vidas serão novamente perdidas muito cedo", defendeu Margaret.

Em 2000, 14,6 milhões de pessoas morreram prematuramente na sequência de doenças não transmissíveis, por falta de prevenção. Esse número passou para 16 milhões em 2012, de acordo com dados da OMS. As mortes prematuras por causa de doenças não transmissíveis podem ser evitadas por meio de políticas antitabagistas, contra o abuso do álcool e promoção de atividades físicas e desportivas.

De acordo com a OMS, são sobretudo os países de renda média que devem apostar neste tipo de política, uma vez que as mortes devido a doenças não transmissíveis são superiores às causadas por doenças infecciosas.

Seis países registram as taxas mais elevadas de mortes prematuras: Afeganistão, Fiji, Uzbequistão, Cazaquistão, Mongólia e Guiana. Cerca de 28 milhões de mortes causadas por doenças não transmissíveis ocorrem em países de renda média ou baixa.

Em 2013, a OMS lançou um plano de ação, com nove objetivos, para reduzir em 25%, até 2020, o número de mortes prematuras. O tabaco mata 6 milhões de pessoas por ano; o álcool, 3,3 milhões; a falta de exercício físico, 3,2 milhões e o excesso de sal na alimentação, 1,7 milhão.

A OMS está também preocupada com as consequências da obesidade infantil e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, ou doenças ligadas à artrose. Atualmente, 42 milhões de crianças, com menos de cinco anos, são obesas.

Fonte: IG

• NOTÍCIA • Você sofre para acordar cedo? Veja dicas para pular da cama sem sofrimento.


Quando o despertador toca no início da manhã, parece mais um instrumento sonoro de tortura. O sono é intenso e a cama aconchegante. O mundo conspira para que você feche os olhos novamente e continue dormindo. Mas é claro que você não pode.

Para 20% da população mundial, ser um "pássaro madrugador" não é um problema. Para o restante, pode ser difícil ou muito difícil acordar cedo, já que existem os matutinos, intermediários e vespertinos. Conseguir fazer com que o trabalho renda em horários em que o cérebro gostaria de estar descansando é sempre um desafio.

1. Mantenha o despertador longe da cama, assim você será obrigado a levantar para desligá-lo, impedindo os "só mais 5 minutinhos".

2. Durma com a janela aberta, de modo em que, quando amanhecer, o corpo consiga entender que já está claro. Isso ajuda em um despertar menos doloroso, pois o corpo barra a produção de melatonina, hormônio que ajuda a adormecer.

3. Beba água logo pela manhã; ingerir esse líquido vital ajuda a ativar o metabolismo e mandar o sono embora.

4. Planeje um bom café da manhã. Isso poderá ser motivacional para levantar da cama.

5. Mantenha-se longe do celular ou TV. A luz atrapalha o sono e o despertar no dia seguinte fica mais complicado.

6. Ler um livro na hora de dormir ajuda a adormecer mais rápido, consequentemente a ter um sono mais tranquilo e não sofrer na hora de acordar.

7. Atividade física leve ao despertar ajuda a mandar o sono embora. Em contrapartida, atividade física vigorosa antes de dormir atrapalha o sono.

8. Evite bebida alcoólica antes de dormir. Isso pode dar azia e, consequentemente, fazer você acordar várias vezes durante a noite ou não ter um sono repousante. As consequências aparecem pela manhã, com o reflexo de um corpo cansado.

9. Procure deixar sua manhã livre de compromissos muito complicados ou que exijam muita atenção; não é o melhor horário de concentração para quem é vespertino.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

• NOTÍCIA • Os riscos de fumar na gravidez.

Mulheres que mantém o vício de fumar nos primeiros três meses de gravidez correm o risco de sofrer aborto natural, sangramentos, descolamento de placenta e parto prematuro, além de problemas de saúde congênitos para o bebê.

Quando ainda está na barriga, o feto absorve tudo que está no sangue da mãe. A mamãe fumante, além de oxigênio no sangue também tem monóxido de carbono, que é liberado pela fumaça do cigarro. Ou seja, o bebê “fuma” junto com a mãe. Além disso, a nicotina, outra substância presente no cigarro, estreita os vasos sanguíneos fazendo com que chegue menos nutrientes e oxigênio para o feto, o que pode acarretar graves problemas de desenvolvimento.

“São muitos os danos que o consumo do cigarro pode gerar. Há grandes chances de o bebê nascer prematuro e com peso abaixo do normal, entre outros males. Por isso, as mães precisam ser cautelosas com a saúde dos filhos”, afirma a ginecologista Flávia Fairbanks.

Além dos males que o cigarro traz para o feto, a saúde da mamãe também é prejudicada. Por causa do estreitamento dos vasos sanguíneos causado pela nicotina, e da pressão natural que a gravidez causa nas veias abdominais, a circulação de sangue nas pernas fica comprometida, podendo causar trombose, que é a formação de coágulos dentro das veias. Se não for tratada rapidamente, a trombose pode se complicar e acarretar problemas mais sérios como:

Embolia pulmonar: o coágulo pode soltar da veia e ir até o pulmão, causando falta de ar e dor para respirar. A gravidade do problema depende do tamanho do coágulo, variando desde sutil até insuficiência respiratória aguda.

Trombose na placenta: é a formação de coágulos na placenta, que pode evoluir para insuficiência placentária (a placenta não consegue mais levar oxigênio e nutrientes para o feto). A gravidade também é variável, e nos quadros mais graves pode levar até a morte do bebê.

“Não há nenhuma novidade em afirmar que o cigarro pode estimular o desenvolvimento de diversas doenças; ainda assim, muitas pessoas insistem em manter o vício. O que agrava a situação, no caso das gestantes, é que elas não estarão prejudicando apenas o próprio organismo, mas também o de um bebê que, ao nascer, já poderá apresentar diversos problemas por conta do costume nocivo da mãe”, declara a Dra. Flávia.

Fonte: UOL

• NOTÍCIA • Pacientes com HIV passam a ter acesso a remédio '3 em 1' pelo SUS.

Os pacientes com HIV passarão a ter acesso a um medicamento "3 em 1" pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde. A nova droga combina três medicamentos: Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz. Dessa forma, o paciente só precisará tomar um comprimido, em vez de três. A adoção do remédio deve facilitar a ingestão das drogas e aumentar a adesão ao tratamento. A previsão é que a novidade comece a chegar aos estados na semana que vem.

Segundo o ministério, 100 mil pacientes devem passar a receber o medicamento. A droga já é distribuída desde novembro nos dois estados com os maiores índices de detecção do vírus: Rio Grade do Sul e Amazonas. Nos demais estados, os pacientes recebem atualmente os três medicamentos em comprimidos separados.

Em nota do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro comentou sobre a expectativa de haver uma melhor adesão ao tratamento. "Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido.”

Desde dezembro, o tratamento contra HIV está disponível a todos os adulos com testes positivos de HIV, mesmo quando ainda não apresentaram sintomas. Antes, as drogas só eram distribuídas a pacientes que tivessem um grau mínimo de comprometimento do sistema imunológico.

Fonte: G1

• NOTÍCIA • Anvisa decide retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proibido.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (14) retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito.

A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência durante reunião em Brasília. Com ela, abre-se o caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância seja facilitada no país. Antes, a venda do produto com a substância classificada como proibida era vetada.

Agora, as empresas interessadas poderão produzir e vender derivados de canabidiol após a obtenção de um registro da Anvisa. Há menos de um mês, uma empresa europeia entrou com um pedido para vender medicamentos com a substância, mas ele ainda está em análise e não há prazo para ser concluído. A aquisição do produto deverá ocorer de forma controlada, com a exigência de receita médica de duas vias.

A agência também vai criar uma ordem de serviço em regime especial para regulamentar a importação dos remédios com a substância, que continuará pecisando de autorização para ser feita. A resolução ainda não está pronta. Com ela, deve haver uma flexibilização da importação. Segundo Jaime Oliveira, medicamentos já conhecidos pela Anvisa que contêm a substância serão autorizados mais rapidamente do que medicamentos desconhecidos, que precisarão de uma maior análise.

O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha e que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas.

O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, votou pela liberação do uso do canabidiol, mas com controle e com a permanência da necessidade de autorização de importação pela Anvisa. "A reclassificação, por si só, em nada altera o quadro de necessidade excepcional de autorização da Anvisa. Os produtos importados não são só compostos de canabidiol", disse.

De acordo com o diretor-presidente, estudos científicos mostraram que o canabidiol não traz dependência. "Portanto não há razões para que ela [a substância] permaneça proibida. Apesar dos relatos bibliográficos, a avaliação nao teve objetivo de comprovar a eficácia do canabidiol e sim o risco de desvios e seu potencial para causar dependência."

Ivo Bucaresky, membro da diretoria colegiada, disse que, em curto prazo, pode parecer que a decisão não mudará muita coisa, mas há um efeito simbólico e prático. "Além de mostrar que não é algo ilegal que está sendo feito, que o médico não está impedido de prescrever, vai permitir que saia essa tarja de ilegalidade, que está sendo feito algo proibido", afirmou.

Segundo Bucaresky, a decisão também será importante para as pesquisas científicas no Brasil. "O efeito prático primeiro é na academia. Vai facilitar as pesquisas e os debates na academia. Outro ponto que vi muito é o acesso. Hoje consegue trazer [o remédio] quem tem estrutura econômica e muitas famílias têm dificuldades de ter acesso."

De acordo com a Anvisa, o órgão recebeu até esta terça-feira 374 pedidos de importação da substância para uso pessoal, por meio do pedido excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil. Desse total, 336 foram autorizados, 20 aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 11 estão em análise pela área técnica.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou uma nota na qual elogiou a decisão da Anvisa, considerando-a como um "reconhecimento ao pedido de inúmeras famílias que buscaram na Justiça o direito ao tratamento".

Fonte: G1

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

• NOTÍCIA • Casos de chikungunya chegam a 1.364 em todo o país.


Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (2) revelam que o Brasil já registrou 1.364 casos de febre chikungunya. Desses, 125 foram confirmados por critério laboratorial e 1.239 por critério clínico-epidemiológico.

Ainda segundo a pasta, do total, 71 casos são importados – pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Entre os demais casos, chamados autóctones, 531 foram registrados no município de Oiapoque, no Amapá, 563 em Feira de Santana, na Bahia, 196 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos, Minas Gerais, um em Pedro Leopoldo (MG) e um em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O ministério destacou que, uma vez caracterizada a transmissão sustentada de chikungunya em uma determinada área, com confirmação laboratorial dos primeiros casos, a recomendação é que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como sintomas apresentados e o vínculo do paciente com pessoas que já contraíram a doença.

Ainda segundo a pasta, a febre chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (mesmo transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e exantema e costumam durar de três a dez dias.

A letalidade da doença, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.

Para evitar a transmissão do vírus, a orientação do governo é que as pessoas reforcem as ações para a eliminação dos criadouros de mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue: verificar se a caixa d’ água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.

Fonte: R7

• NOTÍCIA • Lei nacional que proíbe fumar em locais fechados entra em vigor.

Entram em vigor nesta quarta-feira (3) as novas regras antifumo que proíbem fumar em locais fechados, como ambiente de trabalho e restaurantes, além de determinar o fim da propaganda de cigarros. Elas também extinguem os fumódromos em ambientes coletivos e ampliam as mensagens de alerta em maços de cigarro vendidos no país.

Os fumantes não devem ser fiscalizados. Poderá ser punido somente o estabelecimento que desobedecer as normas. Locais de comércio e restaurantes, por exemplo, deverão orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando alguém se recusar a apagar o cigarro.

A lei antifumo foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011, após ter sido aprovada no Congresso Nacional, e foi regulamentada em maio deste ano.

Conforme a lei, fica proibido o fumo em locais coletivos fechados em todo o país, com exceção das tabacarias e dos cultos religiosos. As regras preveem que as pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de pontos de ônibus. As normas também valem para narguilés ou qualquer tipo de fumígeno.

Ainda de acordo com as regras, qualquer propaganda de cigarro será proibida, inclusive nos chamados "displays" (painéis para anúncios nos estabelecimentos comerciais). A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas, ainda assim, com 20% do espaço ocupado pela mensagem de alerta.

A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Até então, esse tipo de mensagem só era estampada na parte de trás dos maços de cigarro.

Os estabelecimentos que desrespeitarem as regras poderão receber advertência, multa, ser interditados e ter a autorização de funcionamento cancelada. As multas irão variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a infração. As vigilâncias sanitárias dos estados serão responsáveis pela fiscalização.

A pessoa que estiver em um restaurante e se incomodar com o fato de alguém fumar deverá, primeiro, pedir ao estabelecimento que tome providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que a pessoa, então, denuncie o caso à Vigilância Sanitária.

Fonte: G1

• NOTÍCIA • HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo.

O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.

Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).

Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, "quase inofensivo". Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.

Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo - em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.

No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.

"[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada", explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. "Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo."

O "custo" é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.

À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.

A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.

"É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante", disse Goulder à BBC.

"Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação."

As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: G1

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

• NOTÍCIA • Brasil tem primeiro caso de suspeita de ebola.


Autoridades sanitárias brasileiras investigam o primeiro caso suspeito de ebola no país. O caso foi comunicado na noite desta quinta-feira pela Secretaria de Saúde do Paraná ao Ministério da Saúde. Informações preliminares indicam que o paciente veio de Conacre, capital da Guiné. O paciente foi encaminhado para um hospital de referência e material foi coletado para fazer o exames. A expectativa é a de que nesta sexta as amostras sejam enviadas para o Instituto Evandro Chagas, onde será feita a análise para confirmar se o paciente é ou não portador da doença.

A notícia ocorre no mesmo dia em que o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmar que, embora baixo, existia o risco de o Brasil registrar um caso da doença. Pela manhã, ele disse que o sistema de vigilância montado era adequado e que instituições de saúde estavam em treinamento constante para identificar casos suspeitos e para adotar as medidas de segurança necessárias, caso isso ocorresse.

O mundo enfrenta a pior epidemia de ebola da história. Foram registrados 8.011 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 3.857 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Nigéria, Senegal e Estados Unidos e Espanha apresentaram transmissões localizadas. Juntos, foram contabilizados nestes países 21 pacientes com a doença e 8 mortes.

Transmitida por um vírus, a doença é fatal em cerca 65% dos casos. A infecção ocorre através do contato com sangue, fluidos corporais da pessoa infectada ou do animal doente, como macacos, capivaras e porcos-espinhos. Ao contrário de outras doenças, no entanto, a transmissão ocorre quando o paciente já apresenta os sintomas da infecção. Os principais são febre, fraqueza, dores abdominais, vômito e hemorragias. A incubação - período entre o contágio e a manifestação dos primeiros sintomas - pode variar entre 2 a 21 dias. Não há remédio específico para o ebola.

Em agosto, o Centro de Operações de Emergência em Saúde do Governo Federal acionou o nível dois de emergência, o penúltimo na escala de gravidade, que permite o deslocamento de equipes federais para regiões com suspeita da doença no País sem a necessidade de autorização dos governos locais.

Desde que a Organização Mundial de Saúde decretou emergência, o Brasil adotou um conjunto de medidas para prevenir a transmissão e permitir a rápida identificação de um caso suspeito da doença, com isolamento e tratamento.

O grupo Executivo Interministerial para Emergências em Saúde Pública foi convocado, videoconferências semanais com todos os Estados são realizadas, simulações foram feitas em hospitais de referência e em aeroportos. De acordo com o plano traçado, casos suspeitos devem ser encaminhados para hospitais de referência. Esses hospitais, no entanto, fazem apenas a primeira triagem. Casos confirmados, de acordo com a estratégia, devem ser enviados para dois hospitais: Instituto Nacional de Infectologia, no Rio e Hospital Emílio Ribas, onde os pacientes ficam internados. O teste de diagnóstico para comprovação da infecção é feito no Instituto Evandro Chagas.


Fonte: VEJA
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,autoridades-investigam-primeiro-caso-suspeito-de-ebola-no-brasil,1574390
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,autoridades-investigam-primeiro-caso-suspeito-de-ebola-no-brasil,1574390O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,autoridades-investigam-primeiro-caso-suspeito-de-ebola-no-brasil,1574390

terça-feira, 16 de setembro de 2014

• NOTÍCIA • Uso prolongado de ansiolíticos e tranquilizantes pode elevar risco de Alzheimer.


O uso prolongado de ansiolíticos e tranquilizantes por idosos pode estar associado ao surgimento do mal de Alzheimer em idosos, alerta artigo publicado nesta terça-feira no “British Medical Journal”. Segundo a pesquisa, o consumo frequente destes remédios, de uma classe conhecida como benzodiazepínicos e usados para tratar distúrbios como ansiedade e insônia, foi relacionado a um risco até 51% maior de desenvolver a doença, uma das principais formas de demência, problema que afeta cerca de 36 milhões de pessoas atualmente e cujo número deve dobrar a cada 20 anos, chegando a 115 milhões em 2050

Embora ressaltem que o estudo não permite ainda estabelecer uma relação causal entre o uso de tranquilizantes e o mal de Alzheimer, os pesquisadores consideram que seu levantamento reforça a antiga suspeita de que exista uma associação entre os dois. Com base em dados do sistema de saúde de Québec relativos ao consumo deste tipo de remédio pela população idosa desta província canadense nos últimos seis anos, os cientistas das universidades de Montreal e de Bordeaux, na França, identificaram 1.796 casos da doença.

Quando comparados com um grupo de controle de 7.184 indivíduos ajustado por idade, sexo e duração do acompanhamento médico, estes casos revelaram que o uso anterior de benzodiazepínicos por três meses ou mais eleva as chances do aparecimento do mal de Alzheimer em até 51%. A força desta associação foi maior quanto mais frequente era o consumo destes remédios, assim como quando eram de ação prolongada. Além disso, ajustes posteriores a outros fatores que poderiam indicar que os indivíduos doentes já começavam a apresentar algum sintoma de demência, como ansiedade, depressão e desordens no sono não alteraram significativamente os resultados.

Os pesquisadores argumentam no artigo que a forte associação encontrada por eles entre o uso prolongado destes remédios com o mal de Alzheimer “reforça a suspeita de uma possível associação direta, mesmo que o consumo de benzodiazepínicos seja um marcador precoce de condições associadas a um risco maior de demência”. E embora reconheçam que estas substâncias “são ferramentas valiosas para tratar desordens de ansiedade e insônia passageira”, afirmam que os tratamentos “devem ser de curta duração, não excedendo três meses”.

Ainda de acordo com os pesquisadores, a possível associação requer maior atenção justamente pela prevalência do uso de ansiolíticos e tranquilizantes entre idosos, em especial nos países desenvolvidos, onde varia entre 7% e 43% da população na faixa etária de mais de 60 anos. “Agora é fundamental encorajar os médicos a calcularem cuidadosamente os benefícios e riscos ao iniciarem ou renovarem um tratamento com benzodiazepínicos e produtos relacionados em pacientes idosos”, recomendam.

Em um editorial que acompanha o artigo científico, Kristine Yaffe, professora da Universidade da Califórnia em São Francisco, e Malaz Boustani, do Centro de Pesquisas do Envelhecimento da Universidade de Indiana, destacam que em 2012 Sociedade Americana de Geriatria atualizou sua lista de drogas inapropriadas para uso por adultos idosos e incluiu entre elas os benzodiazepínicos justamente por causa de seus efeitos colaterais sobre a cognição. Ainda assim quase 50% dos idosos americanos continuam a usar estes remédios e, sem um sistema de monitoramento adequado, as potenciais consequências de longo prazo podem ser graves, acelerando a já crescente prevalência de problemas cognitivos na população idosa.


Fonte: OGlobo

• NOTÍCIA • SUS vai oferecer medicamento para autismo em 2015.

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer pela primeira vez, a partir de janeiro de 2015, um medicamento para tratar os sintomas de autismo. Conhecido como Risperidona, o remédio vai auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com a doença. De acordo com o governo, o medicamento deve beneficiar cerca de 19 mil pacientes por ano.

"A medicação é liberada para o autismo há muitos anos. Ele é um medicamento excepcional, de primeira linha", comemorou o psiquiatra infantil Fábio Barbirato. - É importante frisar que é apenas para um sintoma do transtorno, que é a explosão emocional. Não tem remédio nem dieta para o autismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 70 milhões de pessoas no mundo tenham o distúrbio. No Brasil, a estimativa é de este número alcance dois milhões de pessoas. O ministério informou que vai investir R$ 669 mil para a compra da Risperidona.

A inclusão de medicamentos no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que exige comprovação da eficácia, custo-efetividade e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada e assim garante a proteção do cidadão que fará uso do medicamento. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.

De acordo com Barbirato, a Risperidona é indicada no mundo inteiro e já é usada nos consultórios privados há algum tempo.

"Na rede pública, havia somente o antipsicótico Haldol, mas ele pode causar uma série de efeitos colaterais, como problemas hepáticos ou movimentos repetitivos nos membros", afirmou.

O médico complementou, ainda, que o novo medicamento disponível no SUS é indicado para crianças a partir dos 5 anos. No entanto, ressaltou que não são todas as crianças autistas que têm necessidade de tomar a Risperidona, já que nem todas demonstram os sintomas que são controlados pelo remédio.

O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como o Risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.


Fonte: OGlobo

sábado, 30 de agosto de 2014

• NOTÍCIA • Entenda as doenças autoimunes.

Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Existem mais de 80 tipos diferentes de doenças autoimunes.

Causas, incidência e fatores de risco: normalmente, o exército de leucócitos do sistema imunológico ajuda a proteger o corpo contra substâncias nocivas, chamadas de antígenos. Alguns exemplos de antígenos incluem bactérias, vírus, toxinas, células cancerígenas e sangue ou tecidos de outras pessoas ou espécies. O sistema imunológico produz anticorpos que destroem essas substâncias nocivas. Mas nos pacientes com doença autoimune, o sistema imunológico não consegue distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos. O resultado é uma resposta imunológica que destrói os tecidos normais do corpo. Essa resposta é uma reação de hipersensibilidade similar à resposta no caso de alergias. Nas alergias, o sistema imunológico reage a substâncias externas que ele normalmente iria ignorar.

Nas doenças autoimunes, o sistema imunológico reage aos tecidos normais do corpo. A causa dessa incapacidade de distinguir entre os tecidos saudáveis do corpo e os antígenos é desconhecida. Uma das teorias afirma que alguns micro-organismos (como as bactérias) e medicamentos podem desencadear essas mudanças, principalmente nas pessoas que têm genes que aumentam as suas chances de ter doenças autoimunes.


Uma pessoa pode apresentar mais de uma doença autoimune ao mesmo tempo. Exemplos de doenças autoimunes (ou relacionadas):

• Tireoidite de Hashimoto
• Anemia perniciosa
• Doença de Addison
• Diabetes tipo 1
• Artrite reumatoide
• Lúpus eritematoso sistêmico
• Dermatomiosite
• Síndrome de Sjögren
• Lúpus eritematoso
• Esclerose múltipla
• Miastenia grave
• Artrite reativa
• Doença de Graves
• Doença celíaca (enteropatia sensível ao glúten)


Sintomas: os sintomas de uma doença autoimune variam muito, dependendo da doença específica. Entre o grupo de sintomas que ocorre com as doenças autoimunes estão:

• Tontura
• Fadiga
• Sensação de mal-estar geral
• Febre baixa


Tratamento: o objetivo do tratamento é reduzir os sintomas, controlar o processo autoimune e manter a capacidade do corpo de combater a doença. A escolha do tratamento usado depende da doença específica e seus sintomas. Alguns pacientes podem necessitar de suplementos para repor um hormônio ou vitamina ausente no corpo. Exemplos disso são os suplementos para a tireoide, as vitaminas e as injeções de insulina. Se a doença autoimune afetar o sangue, pode ser necessário receber transfusões de sangue. As pessoas com doenças autoimunes que afetam ossos, articulações ou músculos podem necessitar de ajuda para se movimentar ou realizar outras funções. Frequentemente, são receitados medicamentos para controlar ou reduzir a resposta do sistema imunológico. Eles são chamados de medicamentos imunossupressores. Esses medicamentos podem incluir substâncias corticosteroides (como a prednisona) e não esteroides, como ciclofosfamida, azatioprina ou tacrolimo.