domingo, 8 de novembro de 2015

• SAÚDE DA MULHER • Um belo texto sobre a cicatriz da cesárea.


Você me trouxe marcas...
Marcas que não podem ser escondidas ou apagadas...
Eu vi o meu corpo se modificar a cada grama que você ganhava.
Vi o meu rosto, antes tão bem maquiado, com traços delicados, serem marcados pela exaustão, pelo cansaço, pelo stress...
Ao tomar banho e lavar os cabelos, vi os fios finos rolando pelo ralo, e ao penteá-los os via ali, vários, entrelaçados junto ao pente.
Antes, meus cabelos tão cheios e volumosos... Hoje, ralos e enrolados em um coque.
Vi a minha própria pele se rasgar, centímetro por centímetro, cada vez que você crescia...
Rolava a ponta dos dedos pelas estrias me perguntando se elas iriam desaparecer...
Vi minha barriga, antes tão definida e com um piercing de enfeite, se tornar flácida e feia.
Vi meu corpo pesar, inchar, secar, aumentar.. e ganhar uma cicatriz quando você chegou, uma cicatriz eterna...
Sim, eu me cortei por você...
Hoje, me olhando no espelho sinto que me perdi no meio de tantas marcas e cicatrizes...
A antiga eu, tão jovem, bela, e sempre impecável... Hoje não existe mais!
Mas, em meio a tantas marcas eu olho para você, fora de mim, crescendo, e me proporcionando olheiras misturadas com covinhas de sorrisos... E afirmo para mim mesma, que pouco me importam todas essas cicatrizes, se eu tenho seus braçinhos em torno do meu pescoço...
Se eu tenho suas mãozinhas e seu olhar, que confiam tanto em mim...
Se eu tenho sua admiração e seu amor...
Se eu tenho você aqui deitadinho olhando fixamente para mim...
O que será que você pensa? Talvez o mesmo que eu...
Ah, filho,sim eu me marcaria por mais mil vezes, para ter suas pequenas pernas entrelaçadas na minha cintura.
Para ter esse olhar, esse cheirinho.
Você é a beleza mais magnífica que eu posso ter. É a minha satisfação...
Você se tornou a minha vaidade e a minha virtude.
Você me fez mãe... E a mulher que ficou no passado, sem dúvidas, não brilhava metade do que eu brilho agora.


Um texto de: "Mães, Cesáreas e Cia".

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

• ENFERMAGEM CIRÚRGICA • Posições cirúrgicas e os cuidados de Enfermagem.

A posição cirúrgica é aquela em que o paciente é colocado, depois de anestesiado, para ser submetido à intervenção cirúrgica, de modo a propiciar acesso fácil ao campo operatório.

É imprescindível verificar se não há:
- Compressão dos vasos, órgãos, nervos e proeminências ósseas;
- Contato direto do paciente com partes metálicas da mesa;
- Hiperextensão dos membros;
- Fixação incorreta da mesa e do paciente.

As posições:
  • Posição dorsal (ou supina): é aquela em que o paciente se encontra deitado de costas, com as pernas estendidas e os braços estendidos e apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna vertebral estão repousando na superfície do colchão da mesa cirúrgica. Ex: cesariana.


  • Posição ventral (ou prona): o paciente fica deitado de abdome para baixo, com os braços estendidos para frente e apoiados em talas. O sistema respiratório fica mais vulnerável na posição de decúbito ventral. Ex: cirurgias da coluna, hérnia de disco.

  • Posição lateral (ou de Sims): o paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, com a perna que está do lado de cima flexionada, afastada e apoiada na superfície de repouso. Ex: cirurgias renais, de reto, lobotomia.

  • Posição de litotomia (ou ginecológica): o paciente permanece em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados. Ex: histerectomia.

  • Posição de Trendelemburg: é uma variação da posição de decúbito dorsal onde a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados. Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal. Ex: cirurgias de órgãos pélvicos, laparotomia de abdome inferior.

  • Posição de Fowler (ou sentada): o paciente permanece semi-sentado na mesa de operação. Posição utilizada para conforto do paciente quando há dispneia. Ex: dreno de tórax.

  • Posição de canivete (ou de Kraske): o paciente se encontra em decúbito ventral, com as coxas e pernas para fora da mesa e o tórax sobre a mesa, a qual está levemente inclinada no sentido oposto das pernas, e os braços estendidos e apoiados em talas. Ex: hemorroidectomia.


Cuidados de Enfermagem no POI:
- Manusear o paciente anestesiado com movimentos firmes e lentos, pois a mudança repentina de posição pode levar à queda da PA;
- Ao se retirar o paciente da posição ginecológica, deve-se ter cuidado de descer alternadamente as pernas, Afim de se prevenir o afluxo rápido de sangue para os membros inferiores, podendo causar também a queda da PA;
- Manter a cabeça voltada para um dos lados quando o paciente permanecer em decúbito dorsal;
- Observar o posicionamento correto das infusões e drenagens.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

• NOTÍCIA • Afinal, o que é a fosfoetanolamina? Será que já temos a cura do câncer e não sabemos?


Nos últimos dias temos assistido a muitas discussões sobre o uso de uma substância química, a fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Trata-se de uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

Diante deste fato, muitos pacientes têm recorrido à justiça e, quando têm seu pedido atendido, recebem as cápsulas sem qualquer indicação de uso. Isto é, não se sabe como tomar a substância, o quanto tomar, se interage com outros medicamentos, quais são os efeitos esperados, se há efeitos adversos, enfim, não há indicações de uso simplesmente porque este produto ainda não é um medicamento.

A fosfoetanolamina uma molécula muito simples e está presente nas membranas das nossas células. Ela é conhecida dos cientistas desde 1936, e por ter sido descoberta em tumores de bois, foi estudada de várias maneiras em laboratório para saber o que ela tinha à ver com o câncer. É verdade que em vários estudos, sempre em células isoladas de câncer ou em animais de laboratório, a substância funcionava como um inibidor do crescimento de tumores. Mais recentemente, químicos da Universidade de São Paulo, em São Carlos, aprenderam a sintetizar a fosfoetanolamina e fizeram vários estudos com ela em parceria com outros pesquisadores na área do câncer. O efeito anticâncer dessa substância foi confirmado em modelos vários tipos de câncer, mas sempre em laboratório, nunca em humanos.

O pesquisador que desenvolveu a pesquisa alega que pediu ajuda à Anvisa para desenvolver os testes necessários, mas houve "má vontade" da agência. A entidade, por sua vez, afirma que nunca houve um pedido de autorização para pesquisa clínica. Houve ainda um contato com a Fiocruz, porém o pesquisador diz que a instituição exigia que a patente do método de síntese da substância fosse passada para a fundação, o que não teria sido aceito por ele. Já a Fiocruz afirma que não realizou o pedido da patente.

Diante de tantas informações desencontradas, é compreensível a angústia de pacientes e familiares que convivem com uma doença grave como o câncer, mas, neste momento, não há evidências científicas de que essa substância seja capaz de ajudar no tratamento contra a doença, muito menos que seja segura. Isso porque a fosfoetanolamina só foi estudada em laboratório. Nunca houve estudos em pacientes com câncer.

Por não ser considerada tóxica, a fosfoetanolamina (ou fosfamina) foi entregue gratuitamente por anos. Inclusive havia parceria com um hospital na cidade de Jaú/SP. Porém, em 2014, a USP de São Carlos determinou que as substâncias experimentais deveriam ter todos os registros necessários antes que fossem disponibilizadas à população. Com isso, as cápsulas, que não têm a licença da Anvisa, passaram a ser distribuídas somente mediante decisão judicial. Em 28 de setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo havia revogado todas estas liminares, cerca de 800. No entanto, no último dia 9 de outubro, o TJ-SP voltou atrás, de forma que todos agora podem obter a substância na Universidade. Com a nova decisão, prevê-se uma corrida judicial de novos pedidos para obter a fosfoetanolamina, o que causará problemas para a Universidade de São Paulo, em São Carlos, que não dispõe de estrutura para a produção em massa.

Fonte: Proteste.org.br, HoraDeSantaCatarina.clicrbs.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

• SAÚDE DA MULHER • Gravidez ectópica.


A gravidez ectópica corresponde à nidação do ovo fora da cavidade uterina. O tipo mais frequente é a tubária. São fatores de risco para gravidez ectópica:
• História de gravidez ectópica prévia;
• Cirurgia tubária prévia;
• Infecções tubárias anteriores;
• Contracepção com progesterona ou DIU.

Muitas vezes ocorrem em gestante sem nenhum fator de risco.

A dor e o sangramento vaginal são os sintomas mais importantes da gravidez ectópica. Em quase todos os casos a dor está presente. O sangramento pode ser de pequena monta e/ou irregular, às vezes após pequeno atraso da menstruação.

O exame físico/ginecológico pode evidenciar presença de sangue no canal vaginal, útero menor do que o esperado para a idade gestacional, amolecimento do colo uterino e dor pélvica, às vezes mais localizada em uma região anexial onde se pode palpar uma massa dolorosa. A eliminação de tecido coriônico pelo canal cervical, que pode ser evidenciada quando se dilui o mesmo em um tubo de ensaio com soro fisiológico, identificando-se as vilosidades, confirma gravidez intrauterina. Nos casos onde ocorreu rotura, podem estar presentes sinais e sintomas de hemoperitônio e choque, com dor de forte intensidade, associada a abdome distendido e silencioso, dor no ombro e abaulamento de fundo de saco vaginal. A punção do fundo de saco vaginal posterior (culdocentese) à procura de sangue na cavidade abdominal pode ser de grande valia quando se suspeita de rotura.

A dosagem da fração beta do hormônio gonadotrófico coriônico (βHCG) é de fundamental importância no diagnóstico da gravidez ectópica. Um exame negativo descarta a possibilidade de gravidez e um exame positivo a confirma, embora não determine a sua localização. A duplicação dos níveis séricos de βHCG em 48 horas sinaliza uma gravidez com desenvolvimento normal. Caso tal duplicação não ocorra, trata-se de falha no desenvolvimento da gestação, podendo tratar-se tanto de uma prenhez ectópica como de um aborto.

A ultrassonografia também pode ser indispensável na investigação dos casos suspeitos de gravidez ectópica. A presença de gestação intraútero praticamente afasta a possibilidade de ectópica, com exceção para os casos de gestações heterotópicas, com incidência de 1/30.000. A visualização do saco gestacional e embrião com BCF fora do útero confirma gravidez ectópica. Tumoração anexial com presença de líquido livre no fundo de saco posterior aumenta substancialmente a suspeita diagnóstica, devendo ser correlacionado com o exame clínico e o βHCG.

Níveis séricos de βHCG ≥ 1.500 mUI/ml IRP sem visualização de saco gestacional intraútero fornecem alta probabilidade diagnóstica de gravidez ectópica.

• NEONATOLOGIA • Escala de Apgar.

A escala de Apgar é o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extrauterina, avaliando suas condições de vitalidade. Consiste na avaliação de 5 itens do exame físico do recém-nascido, com um, cinco e dez minutos de vida. Os aspectos avaliados são: frequência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10.


Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia (falta de oxigenação).
A escala de Apgar do primeiro minuto é considerado como um diagnóstico da situação presente, índice que pode traduzir sinal de asfixia e da necessidade de ventilação mecânica. Já a escala de quinto e décimo minutos são considerados mais acurados, levando ao prognóstico da saúde neurológica da criança.

• PRIMEIROS SOCORROS • Manobra de Heimlich para desengasgar.



1. Avise a pessoa que você tentará desengasgá-la e peça para alguém acionar o serviço de emergência local. Posicione-se por trás da pessoa e incline levemente seu tronco para frente.
2. Feche o punho em uma das mãos.
3. Coloque os braços ao redor da pessoa e agarre o punho fechado com a outra mão na altura entre o umbigo e o osso esterno do tórax.
4. Faça um movimento forte e rápido para dentro e para cima, quantas vezes for necessário.

• SEMIOLOGIA • Focos para ausculta cardíaca.

A ausculta cardíaca é importante para a identificação dos focos, bulhas, ritmo e frequência; juntamente as possíveis alterações que ocasionam as patologias, como estenose e insuficiência cardíaca. 

Durante o ciclo cardíaco são produzidos diferentes sons com frequências distintas, os quais podem variar na ausculta de acordo com os tecidos presentes. Denominam-se bulhas cardíacas os sons produzidos pelo coração, as quais não são fiéis na vibração das válvulas ou às paredes desse órgão. Por meio da ausculta das bulhas é possível diagnosticar diversas patologias, assim como bulhas anormais e a presença de murmúrios.

Existem quatro focos de ausculta:
Foco aórtico: localizado no 2º espaço intercostal direito, junto à margem do esterno.
Foco pulmonar: localizado no 2º espaço intercostal esquerdo, junto à margem do esterno.
Foco tricúspide: localizado na base do apêndice xifoide, ligeiramente à esquerda.
Foco mitral (ictus cordis): localizado no 4º e 5º espaços intercostais esquerdos entre a linhas mamilar e para-esternal.